Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

14.8.11

Momentum: "Carpe diem" (555)


Como a maior parte dos países tinha um crescimento desproporcionadamente baixo para os níveis de endividamento nocivo (bens não transaccionáveis) alto, os juros subiram como consequência do aumento do risco de incumprimento e o downgrade dos ratings da dívida soberana. As medidas de austeridade para baixarem o endividamento, por via da receita, com aumento de impostos, ou por via da despesa, com redução e controlo dos custos, vão conduzir ainda a menos crescimento económico, inevitável no curto prazo, mas não forçosamente no longo prazo, se forem acompanhadas com reformas estruturais. Em termos económicos é simples. Complicado é em termos políticos, porque a Alemanha de Angela Merkel, mas também de Wolfgang Schaübel, não abdica do moral hazard (a penalização aos países indisciplinados nas finanças públicas que os obrigam a obter financiamento mais caro) para não beneficiar o infractor, nem aceita o free riding (que o mercado assuma que numa crise a Alemanha safa todos). Problema político, portanto. E só político.

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