Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

27.12.11

Momentum: "Carpe diem" (636)


Compro vários jornais e revistas, pelo que não me considero avarento, mas não consigo deixar de os ler todos, por aversão ao desperdício. Esse desperdício que não dá valor ao que se tem e, pelo contrário, premeia o efémero e descartável dos dias de hoje. Seja em jornais e revistas ou nas decisões das empresas. Até nisso admiro os anglo-saxões, já alguém pensou quanto tempo resistiria o formato do conceituado Financial Times noutro jornal europeu? E a manutenção da tonalidade amarelada do seu papel seria comportável numa sociedade que incentiva a mudança permanente? Daqui podíamos passar para os característicos autocarros londrinos, as cabines dos telefones públicos, as bancadas da Houses of Parliament de Westmintser sem os vistosos computadores que dão o sinal de modernidade à nossa Assembleia da República. Alguém se lembra da última vez que usou uma esferográfica até acabar a tinta? E de ter concluído uma demorada tarefa? Ter acabado um livro? É este sentimento de dever cumprido que nos falta numa sociedade tão descartável.

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