Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

27.1.12

Cinefilia: "Jade" (1995)

No decurso da investigação ao violento assassínio do milionário Kyle Medford (Ron Ulstad nunca diz uma palavra, em todo o filme limita-se a aparecer e a fazer de morto) as provas encaminham o procurador-geral David Corelli (David Caruso) para uma antiga relação sua com a psicóloga Trina Gavin (Linda Fiorentino), agora casada com o seu amigo e companheiro de faculdade, o advogado de defesa Matt Gavin (Chazz Palminteri). A partir daí segue para o recorrente assassinato de testemunhas e cruza com festas de cariz sexual com homens de poder em casas de fim-de-semana que Vladimir Putin ou Silvio Berlusconi fariam melhor. Pobre derivado de thriller erótico, tão em voga na época, como Atracção Fatal / Fatal Attraction (1987) de Adrian Lyne (Michael Douglas / Glenn Close) e Basic Instinct / Instinto Fatal (1992) de Paul Verhoeven (Michael Douglas e Sharon Stone). Em Jade (1995), do realizador William Friedkin – mais conhecido pelo O Exorcista / The Exorcist (1973) e também pelo hábito de contratar actores de séries CSI como Caruso (CSI Miami) aqui, ou William Peterson (CSI Las Vegas) em Viver e Morrer em Los Angeles / To Live and Die in La (1985) –, desde a clássica falta de travões, a uma perseguição de carros nas ruas de S. Francisco, ao poderoso governador norte-americano corrupto, até ao tema recorrente de sexo, dinheiro e poder tudo é demasiado explícito. A revelação final do verdadeiro culpado nem acrescenta qualquer surpresa ou emoção, tal a forma como o enredo evolui empastelado numa "obra" que por cinco euros não se pode exigir muito.

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