Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

19.2.12

Cinefilia: "As Horas" (2002)

Não é perceptível o fio condutor que liga três histórias de três personagens, em três momentos e em três locais diferentes: a reputada escritora inglesa Virginia Woolf (Nicole Kidman) Londres / Richmond, 1923 / 1941; uma frustrada dona de casa, Laura Brown (Julianne Moore) Los Angeles, 1951 e Clarissa Vaughan (Meryl Streep), Nova Iorque, 2001. Três excelentes actrizes com três desempenhos magistrais não permitem saber do que se trata o filme. Da condição da mulher ao longo do tempo moderno? Da frustração dos grandes autores / criadores e das suas fraquezas e fantasmas? Da homossexualidade presente, mas reprimida, nas personagens de Virginia Woolf (Nicole Kidman), Laura Brown (Julianne Moore) e assumida em Clarissa Vaughan (Meryl Streep) e Richard Brown (Ed Harris)? Três universos paralelos que se cruzam ao longo da história, com a ligeira alteração de ser a personagem do escritor doente de SIDA e, que tal como Virginia Woolf, se suicida, Richard Brown (Ed Harris), que desempenha a sequência. As Horas / The Hours (2002), baseado no romance homónimo de Michael Cunningham, pode ser um excelente filme quanto à forma, mas Stephen Daldry esqueceu-se da substância que faz com que tudo faça sentido. Resta tirar as dúvidas lendo o livro e de caminho aproveitar para ler Mrs. Dalloway.

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