Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

19.5.12

Cinefilia: "O Estranho Caso de Benjamim Button" (2008)

Só ao envelhecer se toma consciência do tempo. “E nenhum de nós é [aparentemente] perfeito para sempre.” Benjamim Button nasce no Remembrance Day, e não podia ter sido num dia mais simbólico. Tal como a papoila que nasce, quando tudo morre. Benjamin, também ao contrário, nasce envelhecido. De aparência mostruosa é abandonado pelo pai, Thomas Button (Jason Flemyng), à porta de um adequado lar de idosos, onde vai crescer, ou melhor, rejuvenescer. Como “a vida é descontrolada e cheia de incidentes”. Enquanto uns envelhecem, outro rejuvenesce. E prova que pode haver amor, mesmo quando a vida caminha em direcções opostas, encontram-se a meio, a partir do momento em que conhece na infância Daisy Fuller (Cate Blanchett), cuja história é revivida e contada anos mais tarde pela filha de ambos, Caroline (Julia Ormond), à cabeceira da mãe no leito do hospital, nos dias derradeiros. O Estranho Caso de Benjamim Button / The Curious Case of Benjamin Button (2008), de David Fincher, baseado na mesma obra de F. Scott Fitzgerald de 1921, prova que se pode viver uma vida em sentido contrário e, de certa forma, remete também para a persistência da memória.

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