Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

17.8.12

Bibliofilia: "A Submissa" (1876)

Fiódor Dostoiévski, A Submissa (1876), Arbor Litterae, Abril 2010 (pp. 106). Sem nunca ser identificado, o narrador da novela é a personagem principal, proprietário duma casa de penhores, casa com uma jovem órfã de dezasseis anos, sua cliente em dificuldades, aos quarenta e um. Numa época de severidade no casamento, onde a emancipação da mulher era insipidamente defendida pelo economista Stuart Mill (p. 42) e, sobretudo, as vicissitudes de Candace Bushnell estavam a galáxias de distância, um recalcamento do passado, o egoísmo e o desequilíbrio do casamento culminam num fim trágico revelado logo no início. Como tem o cuidado de referir o próprio autor, o narrador é um hipocondríaco que fala sozinho e procura justificar e explicar a tragédia recorrendo às interrogações da sua consciência, como é apanágio de grande parte das sublimes obras de Dostoiévski.

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