Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

14.8.12

Cinefilia: "A Juventude de Jane" (2007)

“O bom nem sempre vem com os finais felizes. É uma verdade universalmente reconhecida.” Diz o cartaz que o romance mais extraordinário da escritora inglesa do séc XIX, Jane Austen (1775 – 1817) não foi nenhum que ela tenha escrito mas o que viveu. Filha de um reverendo de fracas posses, vai-se apaixonar arrebatadoramente pelo jovem advogado que desprezava, Tom Lefroy (James McAvoy), em 1795. Este parecendo leviano, é na realidade bastante correcto e responsável (na actualidade há mais abundância de exemplos contrários), como ela vai descobrir ao ler uma carta da irmã expressando a gratidão pela ajuda financeira que ele presta com a mesada do tio juiz. Ao descobrir que o tio não aprova o casamento e a família de Jane (Anne Hathaway) está dependente da pressão de Lady Gresham (a magnífica Maggie Smith, que merecia ter estado presente na cerimónias olímpicas de Londres) para a casar melhor financeiramente com um sobrinho, vive um amor impossível que irá culminar com a dedicação à escrita das seis obras que marcam para sempre toda a literatura de língua inglesa. A Juventude de Jane / Becoming Jane (2007), do realizador Julian Jarrod (Reviver o Passado em Brideshead / Brideshead Revisited, 2008), é uma história de dificuldades financeiras e condicionamento material que coloca em causa a felicidade das pessoas. Muito apropriado aos tempos que vivemos.

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