Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

15.12.12

Momentum: "Carpe diem" (816)


No culminar da aproximação da grafia à fonética, sem alterar a sintaxe ou fazer qualquer diferença na pronunciação, há seiscentas palavras (0,5%) de uso mais frequente que vão perder as consoantes mudas. No entanto, há 1 400 palavras (1,27%) cujas consoantes mudas pronunciadas serão mantidas (“egípcio”) e, se a consoante for muda ou pronunciada, pode-se escrever das duas formas.

Acaba o hífen nas ligações dos monossílabos do presente do indicativo do verbo “haver” com a proposição de (“hei de”; “hás de”; “hão de”), quando o primeiro elemento termina em vogal e o segundo começa com “r” ou “s”, nas ligações dos advérbios (“casa de jantar”; “cor de laranja”; “fim de semana”). Mas mantém-se quando cada elemento tem significado próprio se separado (“guarda-chuva”; “primeiro-ministro”), quando termina e começa com a mesma vogal (“micro-ondas”) ou quando o segundo elemento começa com “h” ("bem-humorado").

Depois ainda existem 1 400 palavras com dupla acentuação: aquelas cuja sílaba tónica tem um som mais aberto (“António”, “gémeo”, “género”, “fenómeno”) ou aquelas cuja sílaba tónica tem um som mais fechado (“Antônio”, “gêmeo”, “gênero”, “fenômeno”).

Parabéns pela bela caldeirada que irá facilitar as relações comerciais, a partilha de informação e a capacidade de afirmação do português no mundo e, ao mesmo tempo, baralhar 230 milhões de pessoas. Não seria mais útil tornar obrigatório nas escolas portuguesas o ensino de mandarim?

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