Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

22.3.13

Momentum: "Carpe diem" (851)


1. Na sequência das más notícias da sétima avaliação da troika que demora aprovar a libertação da tranche de dois mil milhões de euros, enquanto não for apresentado um novo plano de austeridade, o chumbo de duas medidas do Orçamento de Estado para 2013 e a moção de censura do maior partido da oposição, que simbolicamente marca o fim do amplo consenso, conjugado com as manifestações na rua durante as comemorações do 25 de Abril, o primeiro-ministro demite-se. O Presidente da República é assim obrigado a abandonar a magistratura de influência para passar à magistratura da acção e procura junto dos partidos da coligação (PSD / CDS) nomear um novo primeiro-ministro. O PSD propõe Eduardo Catroga para primeiro-ministro. O CDS concorda, mas impõe como condição a troca de Vítor Gaspar por António Bagão Félix. Recordando as intervenções públicas regadas a napalm do último e não querendo perder o prestígio europeu de Gaspar nos mercados, o PSD recusa. A coligação dissolve-se e não resta ao PR avançar para a solução que o PS defende há muito tempo: eleições antecipadas.

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