Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

31.1.14

Momentum: "Carpe diem" (995)


Duas imprecisões na semana finda. O Dr. Rui Rio, homem desejado por todos para todos e qualquer cargo cá no burgo, numa palestra, cujo tema era qualquer outra coisa, referiu que não há incentivo à virtude da poupança quando os bancos pagam taxas de juro de 2% e a retenção do imposto de rendimento é de 28%. O que sobra é comido pela inflação pelo que não há crescimento real dos juros. A bem do rigor: a inflação média em 2013 foi de 0,3%, pelo que ainda há juros reais de 1,14%. Pouco? Mas sempre mais do que o previsto para o crescimento económico de 0.8%. No entanto, em abstracto, a ideia tem fundo de razão, apesar de apresentada de forma pouco razoável. Já o que não é razoável, nem tem razão, foi Hernâni Carvalho, que anima o brunch (e bem) de reformados e donas de casa, com a Júlia Pinheiro, quando salta dos casos de polícia, resvalar para a demagogia fácil. Parece que os malandros dos alemães que andam a impor austeridade aos quatro ventos, reduziram agora a idade de reforma na pátria mãe. Dito assim é uma injustiça. Falta dizer que eles, alemães, têm crescimento económico, financiamento a taxas marginais (muitas vezes negativas), superavit orçamental, anos de rigor orçamental e, last but not least, foi a moeda de troca para fechar a coligação com o SPD que demorou meses a ser conseguido.

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