Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

22.2.14

Momentum: "Carpe diem" (1 011)


Sem facciosismos. É verdade que a dívida é impagável quando gera sete mil e quinhentos milhões de euros de juros cujo OE nem o débil crescimento económico comportam. É verdade que o aumento exponencial, em termos absolutos, da dívida nos últimos anos se deveu à entrada no perímetro de consolidação orçamental da dívida das empresas públicas, por exigência da UE, que tiveram anos de desorçamentaçao, e ao acumular de défices públicos, por culpa da irresponsabilidade de sucessivos governos. Também é verdade que a dívida aumentou, em valores relativos, porque, sendo uma percentagem do PIB (130%) este tem caído: era de 172,8 mil milhões de euros em 2010 e está previsto ter sido de 165 mil milhões de euros em 2013, motivado pelas políticas de austeridade. É verdade que tem sido excessivo a responsabilidade da refinação de combustíveis pelo ritmo anual de 4,6% de crescimento das exportações (na ordem dos 35%) e corremos o risco de não conseguir manter esse ritmo depois de toda a capacidade instalada da refinaria da GALP não conseguir satisfazer a procura, mas também é verdade que a refinação de combustíveis só representa dez por cento daquilo que são as nossas exportações. Por fim, para concluir, é verdade que duas opiniões aparentemente contrárias podem ambas ser verdadeiras, porque não há verdades absolutas.

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