Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

29.4.14

Bibliofilia: "O Primeiro Amor" (1869)

[ 93 ] Ivan Turguénev, O Primeiro Amor (1869), Relógio D'Água, Abril 2008 (p. 112). A literatura russa do séc. XIX é simples e brilhante. Três amigos propõem-se contar a história do seu primeiro amor durante um serão. Mas o único que tem uma história interessante para contar propõe-se fazê-lo por escrito. Duas semanas depois, Vladímir Petróvitch, conta a sua história que começa no Verão de 1833, quando tinha dezasseis anos, e se apaixona por uma bela princesa sua vizinha de vinte e um anos. O resto é exaltação, ciúme, decepção, desespero, renúncia, devoção e outras inconstantes emoções concentradas em apenas cento e doze páginas. Brilhante. Simplesmente brilhante. A princesa Zinaída tinha vários pretendentes, mas vai-se apaixonar por alguém bastante próximo de Petróvitch. A identidade do rival só é revelada quase no final da obra. O pai de Petróvitch vivia um casamento infeliz com uma mulher muito mais velha (mãe de Petróvitch) com quem tinha casado apenas por interesse económico. E, para todos os efeitos, também era vizinho. Como o filho adolescente. Se havia história interessante para ser contada entre os três amigos, só podia mesmo ser esta.

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