Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

4.4.14

Cinefilia: "A Vida e Tudo o Mais" (2003)

[ 69 ] Jerry Falk (Jason Biggs), escritor ainda em início de carreira, embrenhado num romance que tem a morte como tema, vive rodeado de personagens fascinantes, mas pouco recomendáveis para a sua personalidade. Um agente fracassado (Danny DeVito), que sobrevive à conta de o ter apenas como único cliente e justifica essa circunstância como uma aposta na qualidade em vez da quantidade, e que Falk mantém como dívida de gratidão. Uma paixão pela excêntrica Amanda (Catherina Ricci), aspirante a actriz, impetuosa, desprendida, sonhadora e desorganizada. Que vive cada dia como se não houvesse amanhã. Uma sogra que fracassou enquanto cantora e convive mal com a idade que tem. Procura conforto e aconselhamento no amigo professor obsessivo-compulsivo que também aspira a ser escritor, Dobel (Woody Allen). Tendo Nova Iorque, e sobretudo o soberbo Central Park, como cenário e inúmeras referências culturais, desde Madame Bovary a Dostoiévski, além do chiste judaico da praxe, Anything Else / A Vida e Tudo o Mais (2003) do inevitável Woody Allen, abre com uma referência à sabedoria taxista que imprime a marca de toda a obra: "(...) sobre todas essas coisas de que tu tagaleravas - a vida a morte - o vazio do Universo, o significado da existência, o sofrimento humano - 'Olhe, é como tudo o mais.'"

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