Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

13.5.14

Momentum: "Carpe diem" (1 061)


O disparate do investimento massificado na energia eólica (energia intermitente, nem sempre há vento e, muitas vezes, quando há é exactamente no período de menor consumo, e.g., de noite e a electricidade não pode ser armazenada) que a população em geral considera virtuoso, como um substituto limpo para o carvão ou a importação de gás natural, e cuja megalomania política pretendia, por decreto, implementar capacidade instalada para produzir dez mil megawatts, quando se consome apenas 3 900 mw, a preço garantido (ao contrário do carvão e gás natural, é sempre paga a produção e não apenas o consumo), em vez de optarmos pela energia da biomassa que é a matéria orgânica dos resíduos das florestas que precisam de ser limpas e a partir de 15 de Maio é proibido fazê-lo a céu aberto, pelo risco de incêndio, muito bem explicado pelo Eng. Clemente Pedro Nunes do IST.

A energia eólica, tal como outras fontes de energia primária ou intermitentes (fotovoltaicas), não é um substituto, mas um complemento. Precisam de centrais eléctricas de back-up para, quando não há vento, não faltar a electricidade. Centrais eléctricas permanentes, de custos fixos. Duplicados. Mil e quinhentos megawatts de biomassa representam seis mil megawatts de energia eólica, porque esta só funciona a vinte e cinco por cento do tempo. Um quarto do tempo. 

Lá se vai o mito da serra de Montejunto, mas não o défice (dívida) tarifário(a) de cinco mil milhões que mais cedo ou mais tarde irá parar à dívida pública a liquidar. À boleia do Protocolo de Quioto. O álibi.

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