Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

10.9.14

Bibliofilia: "1984" (1949)

[ 99 ] George Orwell, 1984, Antígona, Abril 2012 (pp. 327). Releitura. Obra intemporal, distopia ou crítica ao estalinismo. O percurso de Winston Smith mantém-se ainda actual em pleno séc. XXI, na forma como as sociedades são mutiladas da inteligência e do pensamento para se entregarem a prazeres vácuos e fúteis e onde a propaganda domina mais do que o jornalismo. Procura-se um mundo asséptico, sem vícios aparentes e onde se uniformiza, modelando os hábitos e as formas de vida. É proibido fumar em recintos fechados, controla-se o sal no pão, o acondicionamento das bolas de berlim vendidas à beira-mar, o formato das colheres de pau, o sabor do pastel de nata ou a legislação sobre perservativos. Tal como a expressão facial era vigiada, também nos actuais dias é obrigatório ser-se feliz. Ou aparentá-lo. Sempre. Obra visionária onde já na altura eram os telecrãs que dominavam a sociedade e os noticiários irrompiam a qualquer momento sustentados por uma novilíngua que hoje é baseada em demasiados eufemismos e economês.

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