Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

21.9.14

Bibliofilia: "As Confissões de Félix Krull - Cavalheiro de Indústria" (1954)

[ 101 ] Thomas Mann, As Confissões de Félix Krull – Cavalheiro de Indústria (1954), Relógio D’Água, Junho 2003 (pp. 408). O último romance do Prémio Nobel da Literatura de 1929 ficou inacabado, o que infelizmente não permitiu conhecer o resto da viagem de Félix Krull, impostor cheio de lábia que, filho de um empresário do champanhe que se suicidou, troca de identidade com um membro da aristocracia luxemburguesa. A última parte do romance, início da viagem do impostor, tem como destino Lisboa, onde em abundantes páginas é descrito o encontro com o rei D. Carlos e a visita a importantes monumentos históricos como a Torre de Belém, além da ida a uma tourada, onde a morte do touro presume ter havido confusão do autor por troca com a forma tradicional de celebração espanhola. Félix Krull é um personagem bem falante, poliglota, com uma boa imagem (louro de olhos azuis e tez morena) que provoca comoção entre as mulheres. E serve-se da sua condição para conseguir alcançar a prosperidade na vida que lhe foi madrasta, numa época que se consegue situar, através da alusão de uma carta, em 1895.

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