Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

22.2.15

Bibliofilia: "Mendel dos Livros" (1929)

[ 107 ] Stefan Zweig, Mendel dos Livros (1929), Assírio & Alvim, 1.ª ed., Setembro 2014 (pp. 87). Faz hoje 73 anos que Stefan Zweig (1881 – 1942) se suicidou. Antes deixou uma brilhante novela de cinquenta e duas páginas, corroborando, mais uma vez, a defesa de que uma boa história não necessita de um calhamaço. Jakob Mendel vivia para os livros que uma memória prodigiosa se encarregava de registar ao mais ínfimo pormenor e sobre as mais variadas temáticas. O Café Gluck, onde chegava de manhã e saía de noite, era o seu local de trabalho, abstraindo-se de toda a vida ao redor e sem dar conta da voragem do tempo que o apanha, judeu galiciano, nascido na Polónia russa, naturalizado austríaco, em plena Primeira Guerra Mundial. A serendipidade é isso mesmo, apanha qualquer um simultaneamente a ler histórias da mitteleuropa sobre a paixão pelos livros, seja de Jakob Mendel ou Peter Kien, este último de um autor judeu sefardita como Elias Canetti (1905 – 1994).

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