Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

23.8.15

Momentum: "Carpe diem" (1 236)


É impossível dissociar Jorge Jesus da aspergida derrota na Luz que entrega o título ao rival directo, das finais com o Chelsea e Sevilha e da meia-final com o Braga. Nos encontros decisivos, Jorge Jesus falha, e depois recorre ao sofisma de que as finais são para se disputar e não apenas para vencer como justificação. Mas o segundo, será sempre o primeiro dos últimos. Falha porque tudo nele é emoção e pouco cérebro. Jamais consegue controlar um jogo. Segurar um resultado. Não é possível chegar ao minuto 94 sem sobressaltos? É azar? Broncas com polícia para defender adeptos, gestos provocadores para o treinador adversário (Tim Sherwood), empurrar figuras históricas do clube (Shéu) e muitas outras escaramuças ao longo de cada época, infelizmente neste país dão boa imprensa e notoriedade, quando a crise afecta as receitas de publicidade. A ele alimentam-lhe o currículo e seguram-no na ribalta. Futebol de ataque com nota artística e muito bracejo (que a malta prefere a bocejo) é óptimo para facciosos que lhe vestem a caraça em finais do Jamor, desde que não se percam pontos. No momento decisivo falha. Com estrondo. Muito marketing e publicidade da Reboleira, serve na perfeição clubes com fome de títulos (daí a falta de interesse dos grandes da Europa). Ao final de algum tempo, que pode ser perfeitamente seis anos, já ninguém o suporta. E quando a estrutura o começa a apertar, sente-se indesejado. Se não houvesse tanto dinheiro envolvido, o futebol poderia ser um espectáculo circunscrito ao interior do relvado e a vinte e dois jogadores.

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