Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

3.1.16

Momentum: "Carpe diem" (1 251)


Isto do futebol também tem modas. Houve o tempo do líbero e do surgimento do médio defensivo, ou "trinco", nos anos noventa do século passado. Do 3-5-2 ao 4-5-1. Depois surgiu o puro 4-4-2, mais britânico e impensável para o nosso campeonato. Seguiu-se o consensual 4-3-3, com dois extremos abertos e apenas um único ponta de lança fixo (sacrilégio de quem usasse dois). O trio do meio campo sofreu adaptações: dois médios mais recuados 🔽 ou apenas um "trinco" e um médio de transição box-to-box e outro organizador de jogo 🔼, o chamado "10". Mourinho usava e abusava destas mudanças no triângulo do meio campo com rasgados elogios. Sucedeu-lhe o 4-2-3-1 para gerar maior equilíbrio no centro do terreno "onde se ganham os jogos". Finalmente, voltou-se una anos atrás e o grande sucesso da actualidade é o 4-4-2, mas com um "Ramires". Ramires foi um médio direito que Jorge Jesus teve ao seu dispor na sua primeira época no Benfica que lhe permitiu conquistar folgadamente o campeonato de 2009/2010. É um "falso ala que permite dispor de um quarto médio para equilibrar a luta no meio campo". Quando a equipa ataca é um ala que pode surgir atrás do ponta de lança, mas quando a equipa defende é mais um médio centro a apoiar os outros dois. João Mário tem sido o Ramires de Jorge Jesus no SCP e Pizzi tem sido o Ramires de Rui Vitória no SLB. Já André André tem tentado ser o Ramires do FCP quando ao Lopetegui lhe apetece. Dizem os entendidos que o jogo assim não é tão exteriorizado e mais centralizado. A equipa fica com menos largura e maior concentrada, mais compacta. Parece ter sido este um dos motivos, em teoria, da vitória de ontem do SCP ao FCP por dois zero. Vamos ver o que se segue.

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