Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

15.7.16

Bibliofilia: "Contos de Petersburgo" (1834 - 1941)


[ 117 ] Nikolai Gógol, Contos de Petersburgo, Relógio D' ÁguaSetembro 2015 (pp. 207). Seis extraordinários contos do absurdo com fragmento do livro de Vladimir Nabokov sobre este autor no posfácio. Os mais marcantes são sem dúvida O Capote (1941), O Nariz (1835) e O Retrato (1835). Nos dois primeiros, o roubo, ou a ausência, quer do capote quer de um nariz, são pretexto para o desenvolvimento da história ou das narrativas. Narrativas bem contextualizadas na época dos Czares e da estratificação da sociedade russa do séc XIX. Gogól era muito viajado, tinha mundo, como se diz, e isso reflete-se nos seus contos intemporais. No caso de O Retrato, esse objecto é motivo de desgraça familiar e pessoal para quem o possui. Comum, a vários dos contos, está em si o acto da posse, seja de uma característica física particular, seja de um objecto em particular.

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