Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

7.9.16

Bibliofilia: "O Duelo" (1891)

[ 121] Anton Tchékhov, O Duelo (1891), Relógio D'Água, Fevereiro 2011 (pp. 118). Numa remota localidade do Cáucaso, o funcionário público Ivan Andréitch Laévski vive maritalmente com a ainda casada Nadejda Fiódorovna por quem o seu amor, outrora forte, se extinguiu e por piedade mantém essa relação que lhe provoca grande angústia e infelicidade. É o ódio visceral do zoólogo Nikolai Vassílitch von Koren, homem pragmático, realista e despido de emoções, que, por acaso do destino, o conduz a uma mudança de temperamento tornando-o mais responsável e aceitando a vida como esta se lhe oferece mesmo depois de descobrir a infidelidade de Nádia e já muito depois de tomarem conhecimento da morte do marido que podia obrigá-los ao casamento. Metáfora da vida, a novela assemelha-se àquelas descobertas de doenças graves cujo choque leva a apreciar as coisas simples e a dar muito mais valor ao que se tem. Com abundantes referências à literatura russa do seu tempo, desde Tolstói, a Turguénev e Lérmontov.

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