Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

6.9.16

Bibliofilia: "Os Segredos de Gray Mountain" (2014)

[ 120 ] John Grisham, Os Segredos de Gray Mountain (2014), Bertrand Editora, 1.ª edição, Outubro 2015 (pp. 397). A acção desenrola-se na região carbonífera dos Apalaches durante a crise do sistema financeiro que começa com o colapso do Lehman Brothers e precede a eleição de Barack Obama, em 2008. Samantha Kofer é uma jovem advogada da Scully & Pershing, uma grande firma de direito comercial de Manhattan, que é abruptamente dispensada como tantos outros jovens cheios de ambição. Candidata-se a várias instituições sem fins lucrativos para exercer advocacia pro bono por sugestão da Scully & Pershing, na esperança que a tempestade passe e possa regressar. A rapariga de vinte e nove anos acaba por se apaixonar pelo trabalho de litigância, de barra de tribunal, contra advogados poderosos de grandes empresas, defendendo gente pobre do mundo rural, quase todos trabalhadores das minas de carvão, que provocam consideráveis danos ambientais e à saúde dos mineiros, enquanto mantém um relacionamento íntimo com um rapaz da zona — que dá nome à montanha do título — que envolve sexo, mas não comprometimento. O sonho de qualquer mulher moderna dos dias de hoje. A personagem principal é uma mulher e lá naquela associação trabalham só mulheres, mais quatro, além da Samantha, como convém em tempos de feminismo exacerbado. Como muitos Grisham, dava um bom filme. Uma boa história, embora no registo habitual, que pode ser enfadonho ou entediante quando lido em sequência.

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