Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

15.9.16

Momentum: "Carpe diem" (1 273)


Jorge Jesus é um excelente treinador, que falha noventa por cento das vezes no momento decisivo. Ontem, depois de uma dominadora exibição no Santiago Bernabéu contra o todo-poderoso Real Madrid, cometendo a proeza de estar a ganhar, por um a zero, até aos 89', acabou por claudicar nos descontos. Na flash interview queixou-se de, quando a equipa mais precisava dele, ele não estar lá. Pois não, tinha sido expulso aos 59'. Em Maio de 2013, perdeu a final da Liga Europa para o Chelsea aos 92' e a final da Taça de Portugal para o Vitória de Guimarães de Rui Vitória. Já depois de, no mesmo mês, ter perdido o dérbi decisivo contra o FCP com o célebre golo de Kelvin aos 92', que o obrigou a ajoelhar. Em Maio de 2014, perdeu a final da Liga Europa para o Sevilha nos pénaltis. Já no Sporting falhou o tão financeiramente necessitado apuramento para a Liga dos Campeões no decisivo play-off contra o CSKA de Moscovo — por demora nas substituições, à espera do prolongamento. Em 2015, depois de uma supremacia directa absoluta, ao ter ganho todos os dérbis contra o rival Benfica — que incluiu a conquista de uma Supertaça Cândido de Oliveira, logo em Agosto, ainda com a frescura da sua mediática transferência em Junho — perdeu o derradeiro e último dérbi por um zero, a 5 de Março de 2016, que permitiu a reviravolta dos rivais, a sua ascensão e a conquista do tri-campeonato. Ao contrário do que o próprio pensa, Jorge Jesus não é decisivo.

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