Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

25.8.17

Bibliofilia: "O Retrato de Dorian Gray" (1891)


[ 131 ] Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray (1891), Relógio D'Água, ed. Abril 1998 (pp. 276). A devassidão transposta para um retrato que encarna a figura da sua representação. Dorian Gray, corrompido pelo cínico Lorde Henry Wotton, serve-se da sua profunda beleza para procurar o máximo do prazer na ausência de ser feliz. Basil Hallward vai ser vítima da sua criatura e Sybil Vane a representação ingénua de um amor manipulado e traído. Interessante seria conhecer o conteúdo do bilhete que chantageia Alan Campbell. Alguma fixação com os meses de Maio e Novembro, o décimo dia deste último é o dia de aniversário da personagem principal. Não deixa de ser uma magistral obra alegórica sobre o carácter, o hedonismo e a virtude. Ou das consequências de quando o prazer se sobrepõe aos valores.

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