Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

9.10.16

Momentum: "Carpe diem" (1 277)


O carácter mais transparente e mais escrutinado da eleição de António Guterres para secretário-geral da ONU, no passado dia 5 de Outubro, tornou-a mais especulativa. Foi possível conspirar com as intenções de cada um dos quinze membros do Conselho de Segurança (CdS). Para a posteridade e memória futura, além do cinco permanentes, existiam estes dez não-permanentes: Angola, Uruguai, Nova Zelândia, Malásia, Japão, Venezuela, Senegal, Egipto, Ucrânia e Espanha. Garantido estava a oposição da Ucrânia a um candidato apoiado pela Rússia (a búlgara Irina Bokova) — pela anexação da Crimeia e tudo o mais —; a condenação do Reino Unido à candidata argentina — por causa das Malvinas/Falklands —; mas também e obviamente o apoio de Nova Zelândia à sua forte candidata, Helen Clark. O aparecimento tardio de uma candidatura apoiada por não membros do poderoso CdS, Alemanha e a Comissão Europeia, só teria tido sucesso se, primeiro, não tivesse havido Brexit e, segundo, não tivesse ocorrido aquela amistosa ofensiva a Paris nas comemorações do último 10 de Junho. Dos dois votos "sem opinião", um terá de ter sido da Nova Zelândia, o outro não será tão certo que tenha sido da Rússia, que, primeiro, preferia o melhor candidato, e segundo, uma mulher de Leste.

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