Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XI

23.4.17

Cinefilia: "A Queda de Wall Street" (2015)

[ 84 ] A distância do tempo torna sempre mais lúcida a análise. Em três histórias separadas, que correm em paralelo, dois grupos e um gestor de hedge funds vão descobrir como o mercado anterior à queda dos bancos de investimento Bear Sterns e do Lehman Brothers estava pura e simplesmente viciado. Para isso limitam-se a fazer o mais simples: abrir a caixa de pandora e ver o que está lá dentro. As famosas Collateralized Debt Obligations (CDO) que agrupavam hipotecas com diferentes ratings falseados e vendidas a granel não valiam o que era suposto quando o seu composto (mercado imobiliário) começou a cair e as strippers de rendimento precário, que tinham cinco imóveis e dez hipotecas, não as conseguiram pagar com o valor de avaliação a descer e as taxas de juro a subir. Estes investidores perceberam o mercado e apostaram contra ele (short selling) através da criação de um instrumento derivado que na altura nem sequer ainda não existia, tal a confiança nas obrigações hipotecárias. Mas o problema é que se demorassem muito o próprio mercado contra o qual apostaram estava a desintegrar-se e não se reavê nada de zero. The Big Short / A Queda de Wall Street (2015), realizado por Adam McKay, é mais um documentário do que uma ficção da realidade, baseado numa história verídica, apesar de contar com excelentes interpretações de Christian Bale (Michael Berry) e Steve Carell (Mark Baum) A distância do tempo torna tudo mais lúcido, e em 2015, ano do filme, começaram a transacionar-se de novo CDO.

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