Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XII

15.4.18

Bibliofilia: "Sad Cypress" (1940)

[ 134 ] Agatha Christie, Sad Cypress (1940)Harper Collins, ed. 2015 (pp. 282). Mais um típico caso de envenenamento que envolve mais do que uma morte. Elinor Carlisle aguarda julgamento pela suspeita quase irrefutável de ter envenenado Mary Gerrard por ciúme ao ter originado o fim da sua relação amorosa com Roderick Welman. Dividido em três partes, Hercule Poirot surge apenas a partir da segunda (p. 115) quando o médico Dr. Peter Lord lhe pede com grande veemência ajuda. Quando as provas parecem incontestáveis, Poirot serve-se da importância da mentira nos testemunhos de todos os envolvidos que escuta e a quem extrai o máximo de informação. Quase todos eles, por uma ou outra razão, mentem. E há sempre um passado e alguém que não é quem aparenta ser. Só que há mentiras que por não fazerem sentido, não terem justificação, são as mais suspeitas. Há mentiras que são tão úteis como as verdades. E pensar em matar alguém não é assim tão diferente do ponto-de-vista psicológico como concretizar o acto. E Elinor Carlisle tinha contra si a oportunidade, as circunstâncias, mas faltava-lhe o motivo.

Etiquetas: