Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XII

6.5.18

Bibliofilia: "Death in the Clouds" (1935)

[ 135 ] Agatha Christie, Death in the Clouds (1935), Harper Collins, ed. 2015 (pp. 262). Durante um voo Paris - Croydon, uma mulher francesa, Marie Angélique Morisot ou simplesmente Madame Giselle, reconhecida agiota, é silenciosamente assassinada, obviamente com veneno. Veneno de cobra injectado através de um dardo lançado por uma zarabatana. Como é que alguém consegue usar uma zarabatana num espaço confinado, com a ausência de um momento de diversão, sem nenhum dos onze passageiros e dois comissários de bordo reparar ou notar nada de estranho? Porquê deixar a prova do crime — a zarabatana — à mercê da investigação quando existiam meios de a esconder? Ao esconder a zarabatana por debaixo do assento de Hercule Poirot, a questão tornou-se também pessoal para limpar a sua reputação. Que divide a investigação por dois caminhos: quem teve a oportunidade e quem tem o motivo? Depois é o costume, alguém diz que é quem não é e é bem lá no passado que se descobre a verdade. Hastings anda desaparecido da história, mas em sua representação existe o inspector Japp. Também começava a ficar estranho a existência apenas de uma morte em toda a trama, até à página 244. O que tem de muito bom os livros de Agatha Christie, nomeadamente com a personagem carismática de Hercule Poirot, além das boas histórias e ideias, é que dada a abundância de diálogos e as poucas descrições do tempo, da paisagem ou dos locais, permitem treinar facilmente e de forma prazenteira o Inglês.

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