Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XIII

9.6.09

STOP: Reflexões ao acaso (4)

No rescaldo das eleições Europeias, ganhou em Itália, o cabeça de lista Silvio Berlusconi, e as suas misses e modelos, ganhou o partido de Nicolas Sarkozy em França e o partido de Angela Merkel na Alemanha. Perdeu José Luis Zapatero em Espanha, José Sócrates em Portugal e Gordon Brown no Reino Unido. Daquilo que tenho lido na blogosfera, todos os supostos “politólogos” reclamam de ter ganho a Direita à Esquerda como se as pessoas ainda se importassem com isso. Acordai! Parai de observar as árvores sem olharem para a floresta! Pois o que o eleitorado quer sempre, mas mais ainda neste momento, é seriedade, ética, moral, carácter, verdade, rigor, autenticidade. Virtudes que continuam a não existir quando se elegem as misses e modelos de Berlusconi ou a filha do Presidente da Roménia, Elena Băsescu, independentemente dos méritos que possam ter. Tantos escândalos quando se pedem tantos sacríficios.

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5.6.09

STOP: Reflexões ao acaso (3)

Ando muito avulso: dou por mim a pensar que o que mais aprecio nas pessoas é o carácter. Quem o tem. Posso até discordar, mas gosto da coerência de atitudes e de gente de convicções. Talvez seja por aí que irei fazer a minha escolha eleitoral do próximo domingo. Ganhei muita ironia ao preconceito, pelo que vai ser interessante observar como será feita a escolha entre um candidato presidencial notável intelectual com um treinador “rústico” e um candidato presidencial “rústico” com um treinador notável erudito. Ali não é novidade. Por outro lado, sou muito intolerante com a incompetência. É como manda o ditado: “cada tiro, cada melro” ou ainda “cada cavadela, cada minhoca”. Era melhor criticar a incompetência, em vez de diabolizar o adversário. Termino, quase como comecei. Sou com alguma regularidade acusado de não ter espírito de equipa. Admito. A vida ensinou-me que isto de espírito de equipa é a mesma coisa que os trabalhos de grupo na escola. Todos dão o nome e um ou dois têm o trabalho. Da escola para a vida profissional, desde que apareça feito, o patrão não se importa com quem o fez.

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23.5.09

STOP: Reflexões ao acaso (2)

Creio que em 2006, frequentei um programa Master (mestrado, pós-graduação ou seja o que for) profissional na Universidade Católica onde obtive a minha experiência académica mais interessante com um simulador de gestão de uma fábrica de automóveis. Recordei hoje essa experiência ao tomar conhecimento das palavras do director-geral da Autoeuropa, Andreas Hinrichs, quando se referia aos custos de transporte de componentes, pois na maioria das vezes os camiões chegam cheios a Portugal e voltam vazios, pagando um frete quando só utilizam meio, sendo esse custo imputado no preço final dos veículos produzidos. Ou quando afirma que a opção pelos veículos desportivos, como os modelos Eos ou Scirocco, tem maiores custos em épocas de crise económica ao contrário da opção pelos modelos familiares como o Passat, Golf ou Polo. Ou quando defende a necessidade de ganhar a produção de um quarto modelo para conseguir aproveitar toda a capacidade instalada da fábrica e assim produzir anualmente os 180 mil veículos que a tornam rentável contra os 80 mil previstos para este ano.

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15.5.09

STOP: Reflexões ao acaso (1)

Alguns acusam a falta de entendimento das duas principais organizações de contabilidade internacional também como causa da grave crise mundial e dos escândalos financeiros das grandes empresas e dos abusos das administrações. Outros condenam a incidência fiscal ser maior sobre os dividendos do que sobre as mais-valias, fomentando assim a especulação financeira. Há quem condene as astronómicas remunerações dos gestores das empresas que vivem ainda em regime de monopólio. O mérito destes no crescimento da empresa é nulo, quando basta apenas repercutir os custos no preço pago pelos consumidores que não têm opção de escolha. E há ainda o Prémio Nobel da Economia de 2001, Joseph Stiglitz, que, recentemente nas Conferências do Estoril, defendeu que “os Bancos [norte-americanos] falharam muitos investimentos nos últimos anos, mas foram muito bons no investimento político. Apostaram nos dois partidos, à espera de retornos e conseguiram-nos. (...) Através de contribuições milionárias para campanhas, de forma menos directa do que nos países em desenvolvimento e envolvendo montantes mais elevados.” E para Portugal, aconselha o Governo a aplicar medidas que reduzam os spreads aplicados pelos Bancos na concessão de financiamento, por exemplo, através da concessão de garantias nos empréstimos às PME, de modo a melhorar a disponibilidade de crédito.

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