Quem Ousa, Vence!

"Como se se pudesse matar o tempo sem lesar a eternidade" Henry Thoreau (1817 - 1862) Ano XIII

20.7.09

Veritas: Notas de rodapé (5)


“As pessoas que têm sabedoria inata são superiores; vêm a seguir as que adquiriram o saber através do estudo; depois as que o obtiveram por via de experiências difíceis, situando-se num nível mais baixo as que não são capazes de aprender nem com as dificuldades.”

Confúcio (551 a.C. – 479 a.C.)

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19.7.09

Veritas: Notas de rodapé (4)


“Quem conhece os outros é inteligente,
quem se conhece a si mesmo é iluminado.
Quem vence os outros tem força,
quem se vence a si próprio sabe ser forte.
Quem se contenta é rico,
quem age tem vontade.
Quem não perde o seu lugar perdura,
quem morre sem perecer alcança a longevidade.”

Lao Tsé

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23.6.09

Veritas: Notas de rodapé (3)


“Não podia imaginar-me a mim próprio desempenhando um papel secundário, e era precisamente por isso que, na realidade, ocupava tranquilamente o último lugar. Ou herói, ou enterrado em lama até ao pescoço; para mim não existiam os meios-termos. E foi essa a causa da minha perdição. Quando me afundava no atoleiro consolava-me pensando que noutros instantes era um herói; e o herói escondia o atoleiro. Um homem vulgar deve sentir vergonha de se manchar; mas um herói está demasiado alto para que o lodo o salpique e, por isso, pode sujar-se quanto quiser.” (p. 57)

Fiódor Dostoiévski, A Voz Subterrânea, Quasi Edições, 1.ª ed. Agosto de 2008, pp. 126, 1,50 €

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16.6.09

Veritas: Notas de rodapé (2)


“Noutro tempo comprazia-me em pedir perdão, precisamente quando nada praticara que o justificasse, e era essa a minha maior vileza. Enternecia-me, arrependia-me, vertia lágrimas, e com certeza me enganava a mim mesmo, por muito que não me entregasse a simulação; não seria capaz de dizer até que ponto o meu sentir me obrigava a isso. (...) Mas, passado um minuto, pouco mais ou menos, eu mesmo reparava, com a consequente raiva, que todos esses arrependimentos e ternuras e juramentos de emenda não passavam de embustes, patranhas tão habilidosas como vis. Mas hão-de perguntar-me porque me torturava eu até esse ponto, porque me dava a tantos requintes. Meus Deus, é que me aborrecia por não ter nada que fazer e entregava-me a essas tretas para distrair o meu tédio! Exactamente.” (p. 19)

Fiódor Dostoiévski, A Voz Subterrânea, Quasi Edições, 1.ª ed. Agosto de 2008, pp. 126, 1,50 €

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10.6.09

Veritas: Notas de rodapé (1)


“It is often said that there are two kinds of novel, those that tell the reader what is happening, and those that show the reader what is happening. In the nineteenth century, Dostoyevsky and other Russians were inventing a third kind of novel, one that also made the reader experience what is happening.”

Robert L. Belknap, Universidade de Columbia

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